“Do louco da Paulista e seu desconhecido fim”

Ninguém sabe quem foi ou sequer se existiu tal pessoa, mas é o que dizem…

Conta-se que certo dia saiu pelas ruas da Grande São Paulo um sujeito nú que corria, pulava e gritava feito um louco. O sujeito era magro, tinha barba e cabelos longos e parecia estar louco. Dizem que corria atrás dos que passavam, os puxava pelos ombros e dizia coisas do tipo:

-Você está vendo? Eu fugi! Eu não faço o que querem que eu faça, não visto o que querem que eu vista e não penso o que querem que eu pense! Venha comigo! Se liberte!

E, vendo que as pessoas fugiam amedrontadas, o tal sujeito parava e bradava:

-Vocês são todos uns alienados, seus imbecis! O sistema dá para vocês um pouco de comida e entretenimento barato para que ninguém veja enquanto eles roubam o dinheiro de vocês!

Conta-se também que na mesma cidade havia um prefeito e um chefe de polícia. Dizem que certo dia o primeiro recebeu um telefonema anônimo, no qual alguém o teria informado sobre um homem que todos chamavam de o ‘louco da Paulista’, e teria o prefeito entrado em contato com o outro e dito que levassem o louco até ele.

Segundo dizem, no mesmo dia estava o sujeito nú em uma das esquinas da Paulista quando parou atrás dele um carro da polícia, em silêncio, e um par de braços puxou o homem para dentro, não tendo ele tempo de se defender.

Mais tarde, estariam no gabinete do prefeito somente o próprio e o ‘louco da Paulista’. O primeiro mandou que trouxessem uma boa refeição para o segundo, e que providenciassem para o último um banho e boas roupas. Relutante, teriam forçado o suposto louco a se banhar e o vestido, barbeado e penteado.

Quando o homem não mais nú retornou ao gabinete do prefeito, haveria lá a refeição solicitada e uma televisão ligada. Haveria recém-começado um jogo de futebol. O prefeito fez o homem comer, enquanto falava, calmo e amigável:

-Caro homem, receio que esteja louco… Tenho ouvido coisas muito ruins a seu respeito… Dizem que o senhor anda falando coisas perigosas às pessoas na rua, então teríamos que mandá-lo ao manicômio… Mas eu tenho uma proposta: eu lhe providencio um casebre popular, um pouco de pão e uma televisão de 14 polegadas. Em troca, você fica em silêncio e finge ser uma pessoa burra como qualquer outra. Topa?

Nunca mais se ouviu falar no ‘louco da Paulista’. Alguns dizem que ele aceitou a proposta do prefeito e hoje vive uma vida normal. Outros, que ele teria recusado e, portanto, mandado ao manicômio. Há ainda quem diga que foi morto… Ninguém sabe.

Um pensamento sobre ““Do louco da Paulista e seu desconhecido fim”

  1. MrBlk disse:

    Caros leitores (momento formalidade, HASHAUUSAUSHAU)
    Eaeee galerinhaa
    Essa foi a primeira crônica que eu escrevi, então ainda não estou muito bom no estilo. Mas fiz o que pude, hehe’, espero que curtam. Comentem aí, dêem ideias para mais textos, divulguem meu trabalho…

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